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Bitcoin valorização é de 1.500%

Bitcoin valorização é de 1.500%


A estreia das negociações de contratos futuros de bitcoins na Bolsa de Valores de Chicago, ontem, reforçou a euforia e os temores de investidores e analistas em relação ao futuro da moeda digital. A divisa eletrônica, que já se valorizou 1.500% de janeiro a novembro de 2017, registrava alta de 12,2% ontem, até às 19h30, e era negociada a US$ 17.151,20 no mercado norte-americano. No Brasil, a criptomoeda era vendida por R$ 56.299,99 e acumulava elevação de 12% no mesmo horário.

Diante do intenso volume de contratos, a Bolsa de Chicago foi obrigada a interromper as negociações por duas vezes, tamanha era a valorização. Os futuros da bitcoin subiram 10% pouco depois das 20h (horário de Chicago) e avançaram 20% após as 22h, resultando em interrupções de cinco e 10 minutos no pregão, respectivamente.

No Brasil, o entusiasmo com as moedas digitais pode ser exemplificado por uma simples comparação. Em outubro, a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) possuía 610.364 investidores pessoas físicas. Somente a corretora Mercado Bitcoin tem 750 mil clientes cadastrados, dos quais 250 mil estão ativos. Na corretora Foxbit, outros 250 mil clientes têm feito negócios regulares. Especialistas estimam que até 1 milhão de brasileiros negociam moedas digitais, sobretudo o bitcoin.

O presidente da Mercado Bitcoin, Rodrigo Batista, ressaltou que a procura pela moeda digital foi impulsionada pela enorme valorização. E a decisão do Japão de legalizar a criptomoeda como meio de pagamento, em abril, e a iniciativa da Bolsa de Chicago estimularam a euforia. No Brasil, entretanto, tanto o Banco Central (BC) quanto a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) emitiram alertas sobre os riscos de negociar moedas digitais. Em entrevista ao Correio, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, afirmou que essas operações não serão incentivadas em sua gestão


Apesar disso, a Mercado Bitcoin, que no ano passado realizou operações no valor de R$ 105 milhões, já alcançou a marca de R$ 5 bilhões em negócios de moedas digitais, dos quais 60% com bitcoins. “Nas últimas semanas, temos negociado R$ 120 milhões por dia. Trabalhei 18 anos no mercado financeiro e era otimista, mas não esperava um crescimento como esse”, comentou Batista. Ele estima que, em 2018, o giro chegará a R$ 250 bilhões.